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Sobre o Projeto

 CRD | Circuito de Afetos

O projeto CRD | Circuito de Afetos vai trabalhar com dimensões diversas de duração e intensidade nas programações, sempre em diálogo com os participantes e a coordenação geral do espaço, sempre visando potencializar a qualidade do que será realizado e entendendo que desta forma teremos condições de problematizar aspectos muito importantes do intérprete criador: Como o artista cria? Como o artista estuda? Como artistas compartilham? Como essas coisas se entrecruzam?

No atual contexto pandêmico, em que muito da lógica de funcionamento habitual dos criadores ruíram e foram impositivamente alteradas, por vezes suspensas, retomar perguntas fundamentais para uma trajetória renovada do fazer artístico do intérprete e criador em dança para o momento de transição que viveremos no próximo ano. Ouvir e  entender as necessidades singulares destes corpos interrompidos, que ficaram isolados, mediados pelas telas, apartados do toque, que perderam o entendimento de uma espacialidade ampla, se torna fundamental para prosseguirmos no sentido de retomar o que foi descontinuado. 

O que aqui propomos é o que acreditamos que neste momento faz sentido, um voltar para a casa e ver conjuntamente os caminhos possíveis a serem percorridos.

Tendo isso como ponto de partida o projeto CRD | Circuito de Afetos, se desenvolve a partir da Escuta – uma política de construção de conhecimento, de permanência, de tempos de criação, desenvolvimento, disputa e pertencimento.​​

 Um Circuito de Afetos, pois as sociedades não são só circuitos de bens e de riquezas, não  são só baseadas em sistemas de trocas – são também sistemas de circuitos de afetos, ou seja, são  modos de circulação e produção de afetos. Isso significa que, para entendermos o que uma  sociedade é capaz de fazer ou não, como ela constitui laços sociais e constrói sua coesão, é  necessário saber quais são os afetos hegemônicos que produzem esses contatos entre corpos, esses  contatos entre sujeitos.

Sobre nós

#censuranuncamais

 

           A Corpo Rastreado é uma rede criada por artistas produtores, que desenvolve propostas autorais, a partir da necessidade primeira de entender e investir em novos meios de produção. O objetivo é experimentar, gerir e difundir pensamentos atrelados à cultura, que deem autonomia para público e artista, no que se refere à relação com a arte contemporânea. Com foco em estratégias de sustentabilidade e diversidade propositiva, buscamos linhas de fuga para direcionar as manifestações artísticas junto ao entorno de seu ponto de criação e irradiação. A Corpo desenvolve parceria na gestão de projetos importantes para o cenário das artes cênicas no Brasil.

 

A Corpo Rastreado financiou e produziu a peça ``Evangelho Segundo Jesus Rainha do Céu”, de Jo Clifford, com Renata Carvalho, além de produzir outros artistas e trabalhos que estão sofrendo censura desde 2016, como Wagner Schwartz e Maikon K. A arte no Brasil hoje sofre perseguições religiosas, ideológicas e vem sendo deliberadamente utilizada por uma classe política sórdida e sorrateira que se aproveita da ignorância e falta de conhecimento do povo!

 

No Teatro, efetuamos parcerias de projetos e produtos artísticos com a Casa Laboratório e com o ator Cacá Carvalho, resultando dessa parceria a produção dos espetáculos Umnenhumcemil, O Hóspede Secreto, A Poltrona Escura e o Homem com a Flor na Boca, que esteve em cartaz em São Paulo no Cit Ecum, em diversos Sescs, além de apresentações e temporadas pelo interior de São Paulo e outros estados. Esses espetáculos compõem a Trilogia Pirandello que viajou pelo Brasil desde 2012. Produzimos os espetáculos Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal da Aquela Cia. de Teatro (RJ), em 2017 com circulação pelo Palco Giratório do Sesc; Guerrilheiras ou Para a terra não há de desaparecidos com direção de Georgette Fadel, contemplado pelo Rumos Itaú 2015; Cidade Vodu do Teatro de Narradores, com direção José Fernando Azevedo; e O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu com Renata Carvalho e direção de Natalia Mallo, em circulação com o Prêmio Zé Renato em 2017. Ainda no teatro, produzimos a Cia Simples, com os espetáculos Azirilhante, Meu Pai é um Homem Pássaro, Mina e Histórias de Dentro, e a estreia em 2017 de Skellig contemplado pelo Edital Cultura Inglesa. Também produziu no teatro infantil a Cia do Fubá, com os espetáculos A Menina Lia, Poetinha e Space Invaders contemplado pelo Proac edital estreou em 2017, e a Cia Bendita com os espetáculos Terremota, Gagá e Elagalinha. Trabalhamos ainda com grupos de teatro como Teatro da Vertigem, Legítima Defesa, Isso não é um Grupo, 29 Patas Furiosas e A Motosserra Perfumada, e artistas como Sara Antunes, Gabriela Carneiro da Cunha, José Fernando Peixoto de Azevedo, Marat Descartes, Marco Antonio Rodrigues, entre outros. No ano de 2012 e 2015 fomos indicados ao Prêmio Femsa de Produção.

 

No que diz respeito a produções de grande porte, a Corpo Rastreado foi responsável pela produção da Virada Cultural do estado de São Paulo, em 2009 e 2010, que aconteceu em 30 cidades simultaneamente, além da produção do palco da dança na Virada Cultural Municipal de São Paulo. Fez coordenação de produção da MIT (Mostra Internacional de São Paulo) em 2014 e 2015. Realiza em parceria a produção do Festival Contemporâneo de dança de São Paulo desde 2014, e a produção de artistas nacionais e internacionais em festivais como MIRADA Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos do SESC, Bienal Sesc de Dança, FIT Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, Festival Paideia de Infância e Juventude. Em 2020, ao lado da Périplo Produções, idealizou e realizou a FarOFFa, que teve duas versões, presencial e digital.  Além de seminários, fóruns e mostras independentes de artes cênicas.

 

Na Dança Contemporânea tivemos como principais trabalhos os I e II Encontro Internacional de Contato Improvisação (Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), Panorama Sesi de Dança 2010 (Prêmio APCA de Modelo de Curadoria em Dança 2010), Entorno: encontro latino americano de dança contemporânea (Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), Propaganda –um encontro entre a Cia Lia Rodrigues de Danças, do Rio de Janeiro e o Grupo Cena 11 de Florianópolis (Funarte Klauss Vianna 2009). Produzimos os grupos: Lia Rodrigues Cia de Dança, Grupo Cena 11 de Dança, GRUA, Key Zetta e Cia, Núcleo Mercearia de Ideias+Luiz Fernando Bongiovanni, Balangandança Cia, entre outros. A Corpo Rastreado trabalha também com a produção de artistas independentes nacionais e internacionais. Atualmente produz trabalhos de artistas como Wagner Schwartz, Eliana de Santana, Marcos Moraes, Marina Guzzo, Flavia Pinheiro, Luis Ferron, Jussara Belchior, Thiago Granato, Karin Serafim, Maurício Flórez. Em 2019, Gabriela Gonçalves ganhou o Prêmio Denilton Gomes da Cooperativa Paulista de Trabalho dos Profissionais da Dança de Produção em Dança pela Corpo Rastreado, e a FarOFFa recebeu o prêmio APCA de Difusão em Dança pelas duas edições realizadas em 2020.

Ficha Técnica:

Coordenação Geral: Gabi Gonçalves

Coordenação Campos de Conhecimento: Paula Petreca

Coordenação Ciclos de Aulas: Iramaia Gongora

Administração e Coordenação Financeira: José Renato Almeida

(11) 3214-3249

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